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Dark Void
22/01/2010 18:14 - Por Jefferson Kayo
Direto para o buraco negro
Inovação. Essa realmente não é a melhor palavra para descrever Dark Void, o novo game da Capcom. A história tem uma pegada meio anos 90 - quer dizer, originalidade zero -,com direito a um cara usando topete, jaqueta de couro e jetpack; Um mundo obscuro, alienígenas e outra dimensão. Só faltaram mesmo os dinossauros.
A história é aquela lá de sempre. O mocinho, Willian, um tipo de corrieur, e a mocinha, Ava, uma mulhre misteriosa e que esconde uma relação bastante antiga com o Will, estão num avião sobrevoando o Triângulo das Bermudas, quando um acidente os faz aterrissar em terras desconhecidas. Aí, desbravando a ilha eles encontram seres estranhos, que trajam armaduras, portam armas de fogo e não demonstram nenhuma solidariedade com o próximo. É claro que não podemos esquecer dos nativos que chamam esses seres de Deuses, da mocinha sequestrada e da profecia que previa a chegada de d'O Escolhido. De verdade, sério, Capcom? Sério mesmo?
Sisteminha ruim
Dark Void não consegue se definir. Hora estamos no chão, no bom e velho estilo de Gears of War, usando os muros para nos esgueirarmos em território inimigo e alcançarmos nosso objetivo. Aí a ação muda completamente e agora estamos no ar, enfrentando naves alienígenas e desviando de montanhas com manobras que lembram o jogo Afterburner, da Sega. Aí, se não bastasse, existe um meio termo que mistura os dois gêneros. Mas não se engane, não é tão divertido quanto aparenta na teoria.
As inversões de câmera para a ação vertical do jogo são o seu diferencial. Ele faz com que o cenário seja explorado de uma forma bem original. No entanto, é na repetição dessa idéia que Dark Void enfia uma faca no próprio peito. Parece até uma ordem pré-determinada: Primeiro a ação no chão, depois a vertical, e por fim, a aérea. A fórmula mantém-se por todos os capítulos do jogo, sem aprofundar-se de uma forma divertida em nenhum dos estilos.
E se a repetição fosse o único problema, estaríamos até que felizes. O que Dark Void tem de repetição, ele tem em dobro de bugs. É o áudio que para de funcionar uma hora, o jogo que trava na outra e há até mesmo os objetivos que simplesmente desaparecem algumas vezes. É um show de horrores da programação. E ao colocarmos o jogo no PS3, logo de cara ele pede uma atualização de 53 megas para supostamente, corrigir esses mesmos problemas - ou era assim que deveria funcionar.
O jogo funciona com uma câmera em terceira pessoa, sendo bastante livre para o jogador se familiarizar com o ambiente hostil do universo paralelo que Will é jogado de cabeça. No entanto, não há uma menção sequer a uma visão em primeira pessoa, nadinha. Aliás, só quando a mira do rifle alienígena é acionada, mas acho que isso não conta. A falta de uma visão mais particular gera alguns problemas de localização, principalmente quando o personagem ganha um capacete com um "poderoso radar" - segundo seu colega de acampamento. Radarzinho xumbrega que não chega nem aos pés de um Soliton Radar, do Snake, por exemplo.
Na hora de voar, a movimentação de câmera só atrapalha. Dá para controlar o personagem só com o direcional esquerdo, aliás, eu recomendaria isso. Seu jetpack possui armas com projéteis infinitos e que também podem ser evoluídas. Não há nenhum tipo de trava de mira e por causa disso, algumas fases podem se tornar realmente cansativas, de tanta perseguição que você precisa realizar para acabar com um inimigo. Por sorte, seus companheiros de guerra fazem um bom trabalho eliminando um ou dois et's.
A cada oponente derrotado, você adquire esferas de energia que são trocadas por novos equipamentos. Na verdade, são as evoluções das armas que você vai comprando à medida que as aculuma. Todo o equipamento de William alcança três níveis de poder. E dá para ficar com a sua metralhadora no nível máximo logo no segundo capítulo do jogo. Não é o máximo?
Brincando de GTA
Em Dark Void é possível você 'roubar' a nave espacial inimiga, basta que aperte o botão na hora exata que aparece na tela. Aí você tem para si, uma das navezinhas que giram em torno de si mesmas para enfrentar seus inimigos. Sua vida não fica mais fácil fazendo isso, pelo contrário, já que uma das vantagens de se usar um jetpack é a de poder se locomover com mais liberdade nas perseguições aéreas que o jogo disponibiliza.
Esse lance de apertar o botão na hora certa para montar nos veículos inimigos também é uma ferramenta bastante utilizada nas lutas contra os chefes. Ali, um misto de God of War - com aquela ação de apertar o botão correspondente na hora que aparecer na tela - com uma coisa meio real time - você precisa ficar de olho para se desviar do ataque enquanto realiza a ação anterior - é o ponto chave dessas lutas.
Enfim...
Dark Void não é daqueles jogos que requerem muita habilidade dos jogadores. Com um poco de paciência, boa vontade e sorte para evitar os bugs, você termina o jogo rapidinho. Mas é isso, sem replay, sem desafios online, sem vontade de querer ver o game de novo na sua frente. E nem Nolan North (dublador de Nathan Drake, de Uncharted, entre outros) conseguiu segurar o jogo sozinho. E ele tentou, bravamente, diga-se de passagem.
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| FICHA TECNICA |
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Nota:
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5
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Número de jogadores: 1 Jogador
Desenvolvedor: Airtight Studios
Distribuidor: Capcom
Lançamento:
ESRB: Teen
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Plataforma: PC, PS3, X360
Suporte: ND
Genero: Ação
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